Cervejaria Duquim: a troca da cachaça pela cerveja
Respire Tiradentes - ou beba!
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Uma cervejaria transforma a produção artesanal em parte da experiência
Tiradentes tem fama de boa comida, ruas de pedra, igrejas históricas e, claro, uma boa cachaça. Mas quem estiver disposto a experimentar outro sabor de Minas pode trocar o tradicional banco do boteco pelos tanques de uma cervejaria.
Foi o que encontrei na Cervejaria Duquim, localizada na Rua Alvarenga Peixoto, no alto da cidade, a cerca de cinco minutos do centro histórico.
E o interessante é que a cerveja não fica escondida atrás do balcão.
A cervejaria vira parte do passeio
A proposta da Duquim é fazer com que o visitante veja onde a bebida é produzida enquanto aproveita o espaço.
Os tanques ficam à vista e fazem parte da experiência. É diferente de simplesmente pedir uma cerveja artesanal em um restaurante: aqui, a produção está literalmente ao redor da mesa.
O projeto nasceu da vontade de André Geraldo Batista de trocar a carreira nos bancos por um negócio próprio. O que começou como uma ideia de empreendedorismo acabou levando o proprietário a estudar produção cervejeira e desenvolver receitas próprias.
Hoje, ele resume a mudança de profissão de uma maneira simples: “Hoje eu sou o cervejeiro.”
O que beber?
A Duquim trabalha com diferentes estilos, então vale escolher de acordo com o seu gosto.
🍺 Quer algo mais leve? A Pilsen Lager é uma escolha mais fácil para quem não está acostumado com cervejas artesanais.
🍹 Prefere algo diferente? A Summer, com versões que podem levar gengibre ou maracujá, traz uma proposta mais frutada.
🍺 Gosta de cerveja mais encorpada? A IPA é a opção para quem prefere mais intensidade e amargor.
Mas há outro detalhe que gostei: a cervejaria tenta levar a identidade de Tiradentes também para a comida.
No cardápio aparecem referências à história local, como a carne bartira e a costela Joaquim Silvério, em uma brincadeira gastronômica com personagens e episódios ligados à Inconfidência Mineira.
Um lugar para ficar sem pressa
A localização também ajuda. Depois de passar algumas horas caminhando pelo centro histórico, cheio de turistas e movimento, subir alguns minutos até a Duquim proporciona uma mudança de ritmo.
O espaço tem dois andares, é pet friendly e recebe também apresentações nos fins de semana.
Para mim, esse é um dos pontos interessantes da experiência: não é necessariamente um lugar para entrar, beber uma cerveja rapidamente e ir embora.
A proposta combina melhor com quem quer sentar, experimentar uma cerveja, comer alguma coisa e observar a produção acontecendo.
Vale a pena visitar?
Sim — principalmente se você gosta de cerveja artesanal ou quer fazer algo diferente em Tiradentes.
A Duquim não depende apenas da bebida para chamar atenção. O diferencial está em transformar a própria fabricação da cerveja em parte do passeio.
E isso combina muito com a proposta de Tiradentes: uma cidade em que gastronomia, história e turismo acabam se misturando o tempo todo.
Outro ponto positivo é poder conhecer uma cervejaria que nasceu na própria cidade e que tenta construir suas receitas e sua identidade a partir do lugar onde está.
Minha avaliação
🍺 Cervejas: ★★★★★
🏭 Experiência de conhecer a produção: ★★★★★
📍 Localização: ★★★★☆
🍽️ Gastronomia: ★★★★☆
🐶 Ambiente: ★★★★★
⛰️ Experiência mineira: ★★★★★